imovel

 

Não desvalorize seu imóvel

Na hora de construir ou reformar é sempre importante pensar no futuro: mesmo pequenos detalhes, que aparentemente vão melhorar o ambiente, podem acabar impactando o valor de um imóvel na hora da venda. Da mesma maneira, a falta de manutenção e o descuido com cuidados essenciais à toda casa, como é o caso da elétrica e hidráulica, podem ter um impacto negativo.

Os Arquitetos e Engenheiros certamente já se acostumaram a falar ou a escutar frases como “olha, coloque isto porque vai valorizar o imóvel” ou, ao contrário, “não faça isto pois desvaloriza seu imóvel”. Certamente que há fatores que valorizam ou desvalorizam um imóvel, mas uma receita que funciona em determinadas situações pode dar o resultado oposto em outras.

Os fatores que valorizam e desvalorizam um imóvel têm três fundamentos principais: custo, qualidade e utilidade. Não existe uma fórmula pronta para conjugar estes três fatores em fórmulas fixas, uma vez que a análise tem que ser feita não só pelos aspectos objetivos mas principalmente sob o ponto de vista social e econômico do público ao qual se destina cada imóvel.

 
Confira 10 erros que podem comprometer o valor da sua casa ou apartamento:
 

  • 1) Não fazer manutenção preventiva
  • Realizar manutenções periódicas no imóvel é fundamental para garantir o bom estado de conservação, segurança e, consequentemente, valorizar o patrimônio. Um erro grave dos proprietários é deixar de dar atenção para os componentes que não ficam aparentes, como é caso das instalações elétrica e hidráulica. Tal descuido pode ocasionar sobrecargas, curtos-circuitos e vazamentos que, por sua vez, tendem a causar danos ainda maiores. A recomendação é inspecionar esses sistemas pelo menos a cada dez anos. Por isso, chame um eletricista em Florianópolis para avaliar a parte elétrica da residência e um encanador em Florianópolis para avaliar a parte hidráulica.

     

  • 2) Ignorar a importância da luz e da ventilação
  • Claridade, ventilação e a face do imóvel (direção para quais determinados cômodos ou a fachada principal está voltada) são pontos frequentemente considerados por compradores antes de fechar um negócio imobiliário. A falta de ventilação e luz natural prejudica bastante a avaliação de uma casa ou apartamento. Além disso, viver em uma casa com iluminação e ventilação deficientes gera uma série de desconfortos (por exemplo, o térmico) e demandas, como a instalação de equipamentos de ar condicionado ou ventiladores e uso diurno de iluminação artificial, com o consequente aumento do gasto energético .

     

  • 3) Acabamento ruim
  • Revestimentos, torneiras, janelas e portas valorizam o imóvel quando são de boa qualidade. Por outro lado, maçanetas e misturadores emperrados ou que não funcionam perfeitamente podem comprometer o valor de um imóvel.

     

  • 4) Manutenção atrasada
  • A manutenção das esquadrias, portas, pisos e paredes é sempre importante. Eventuais manchas ocasionadas por vazamentos (além do problema em si) devem ser sanadas assim que identificadas. É
    fundamental, ainda, sempre manter a pintura e os rejuntes em bom estado.

     

  • 5) Personalidade em excesso no acabamento
  • É recomendável pensar bastante antes de personalizar um imóvel em demasia. Azulejos e pisos, por exemplo, são itens muito observados, principalmente se você decidir vender a sua casa e o comprador não estiver disposto a gastar com uma reforma meramente estética. Assim, é bom sempre apostar em tons neutros e mais tradicionais. Prefira um acabamento de qualidade e neutro. A mesma recomendação vale para vidros, esquadrias, portas, louças e metais sanitários.

     

  • 6) Mudanças drásticas na planta original
  • Para ser mais vendável, o imóvel deve ter o mesmo número de dormitórios e suítes indicados em sua planta original. Dessa forma, tende a atender a um público maior de compradores. “Quando se faz uma grande reforma e as características originais são muito modificadas, alguns ajustes podem não ser adequados às necessidades de um novo morador, que terá que reverter o que foi feito”, explica o arquiteto Marcelo Rosset.

     

  • 7) Mudar para cozinha americana
  • Se você tem planos de vender sua casa ou apartamento, pense duas vezes antes de transformar sua cozinha tradicional em uma do tipo americana ou integrada. Segundo a arquiteta Érica Salguero, esse modelo funciona muito bem para quem não cozinha diariamente e tem uma família pequena, mas para uma rotina refeições intensa não é o modelo mais adequado.

     

  • 8) Sem amplitude
  • Seja em casa ou no apartamento, a etapa de projeto é a melhor oportunidade para adotar medidas que valorizem o imóvel. Um exemplo diz respeito à altura do pé-direito. Um pé-direito muito baixo gera desconforto ao morador e vai requerer adaptações posteriores para que o espaço pareça maior e, muitas vezes, mais arejado. “O melhor é tentar manter o máximo de altura possível, para não desvalorizar a residência”, recomenda a arquiteta Cristina Barbara.

     

  • 9) Sem luz, sem ventilação
  • Claridade, ventilação e a “face do imóvel” (para que direção determinados cômodos – ou a fachada principal – estão voltados) são pontos frequentemente considerados por compradores antes de fechar um negócio imobiliário. “Um imóvel muito gelado, que recebe pouca luz externa, geralmente, é preterido em relação a outras opções”, comenta a arquiteta Ana Paula Nonato, do escritório Dois A – Arquitetura e Interiores. “A falta de ventilação e luz natural prejudica bastante a avaliação de uma casa ou apartamento”, complementa Viviane Macedo, coordenadora de marketing do Imovelweb, uma espécie de imobiliária online. Além disso, viver em uma casa com iluminação e ventilação deficientes gera uma série de desconfortos (por exemplo, o térmico) e demandas, como a instalação de equipamentos de ar condicionado ou ventiladores e uso diurno de iluminação artificial, com o consequente aumento do gasto energético.

     

  • 10) Área externa abandonada
  • Pintura desgastada, jardins sem manutenção, vidros e janelas trincados podem dar uma impressão negativa em relação à residência e, consequentemente, desvalorizá-la. “O ideal é que tudo isso seja revisto e cuidado antes de colocar a casa ou o apartamento à venda”, recomenda Viviane Macedo, coordenadora de marketing do Imovelweb.

     

    Fique antenado

    Além dos fatores citados acima, deve-se ficar atento a outros fatores:

    – O quesito localização tem sido tratado como primordial neste tipo de análise, pois serve para delimitar a região de interesse para aquisição do imóvel sendo fator determinante na escolha. Leva-se em conta a infra-estrutura da região, vizinhança, trânsito, vias de acesso, tendência de ocupação das áreas vizinhas, segurança e possibilidades de futuras reformas ou ampliações.

    A análise da localização pode mudar o enfoque dentre as diferentes faixas de renda. Os menos providos de recursos buscam proximidade com hospitais e escolas públicas, além de facilidade de acesso ao transporte público. Já as camadas de renda mais alta procuram locais com menos violência e maior facilidade de acesso com automóvel particular.

     
    – Resolvidas estas questões básicas, começa-se então a analisar a questão do posicionamento do imóvel no local analisado. Começa-se então a pensar na possibilidade de ocorrerem invasões por desocupados ou movimentos sociais. Também é preciso verificar a questão de possíveis inundações, vizinhos na frente, fundos e na lateral, sem falar da altura, aeração, ventilação insolação, fatores de insalubridade e vista que se tem dos cômodos, se for uma área já construída.

     
    – Outras preocupações são a posição em relação ao sol nascente (para melhores condições de salubridade), a procura maior por apartamentos situados nos andares mais altos (pela vista), as lojas com frente para a via pública (pela movimentação) e os imóveis que possuem vista definitiva e atraente, como aqueles de frente para a praia ou praças arborizadas.

     
    – No que tange aos aspectos gerais do imóvel, a área é o fator determinante, cujo valor deverá ser sempre compatível com as necessidades do adquirente, devendo também ser considerada a divisão interna e adequação ao uso que se pretende dar ao prédio. Os materiais utilizados na estrutura devem ser avaliados quanto à sua durabilidade, facilidade de manutenção e de ampliação futura. Os acabamentos devem ser duráveis, fáceis de limpar e de serem reparados. Um imóvel que utiliza uma cerâmica caríssima e feita sob encomenda certamente será mais caro de ser consertado do que um que utiliza pedras naturais encontráveis em qualquer loja especializada ou cerâmicas encontradas no comércio de azulejos antigos.

     
    – Fator imperativo de ser analisado é a facilidade de estacionamento. As vagas de garagem eram considerada dispensáveis em meados do século passado, mas hoje qualquer classe social precisa de espaços para deixar seus veículos, que se tornaram condição básica para um mínimo de conforto e condições de trabalho. Imóveis destinados às faixas de renda mais alta precisam de três ou mais vagas por unidade.

         

    Fonte: UOL Estilo, IBDA, FL

         

    (Este conteúdo foi visitado 90 vez(es) | 1 visita(s) hoje)
Você também pode ser interessar por:

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Você pode usar HTML tags e atributos:

    <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>